domingo, 6 de abril de 2008

O Mito Pelo Mundo: Irlanda


A Irlanda, assim como seu vizinho, o Reino Unido, não tem uma grande tradição Vampírica, apesar de sua mitologia conter numerosas histórias de seres sobrenaturais e de contatos entre os VIVOS e os mortos na forma de fantasmas e mortos retornados. Montague Summers falou de um vampiro irlandês, o dearg-dul, mas forneceu poucas informações sobre ele. Os folcloristas irlandeses não encontraram qualquer menção a esse vampiro no folclore que compilaram. A lenda mais famosa de vampiro era "The Blood-Drawing Ghost", coligida e publicada por Jeremiah Curtin em 1882. Relatava a história de uma jovem de nome Kate, uma de três mulheres com quem um homem do condado de Cork pensava em se casar. Para testar as mulheres, colocou sua bengala na entrada do túmulo de uma pessoa recém-falecida e desafiou as mulheres a buscá-la. Somente Kate aceitou o desafio.

Chegando ao túmulo, ela encontrou o morto, que a forçou a levá-lo para a cidade. Em seguida, ele sugou o sangue de três rapazes, que posteriormente morreram. Misturou o sangue com farinha de aveia que forçara Kate a preparar. Enquanto ele comia, Kate secretamente escondeu sua parte. Sem saber que ela não tinha comido, o "vampiro" lhe confidenciou que a mistura de sangue com farinha de aveia traria os rapazes de volta à vida. Assim que estavam retornando ao seu túmulo, o "vampiro" contou a Kate sobre uma fortuna em ouro que podia ser encontrada num campo das redondezas.

Os três rapazes foram encontrados no dia seguinte Kate, então, fez um trato com os pais deles. Ofereceu-se para trazê-los de volta se pudesse se casar com o mais velho e se as terras onde sabia que o ouro estava escondido fossem passadas em nome dela. De posse da escritura, pegou a farinha de aveia que tinha escondido e colocou um pouco na boca de cada um dos rapazes. Todos eles se recuperaram do ataque do vampiro. Com seu futuro marido, ela desenterrou o ouro e o rico casal viveu por muitos anos, passando a fortuna para seus filhos.

Dudley Wriglnt, no livro Vampres and Vampirism, citou uma vampira que atraía as pessoas com sua beleza. Morava supostamente no cemitério de Waterford, perto de Strongbow's Tower. Summers conduziu uma de suas raras investigações pessoais e descobriu que não havia um lugar chamado Strongbow's Tower perto de Waterford. Sugeriu que Wright tinha se enganado, substituindo-a por uma outra estrutura, Reginald's Tower, mas ao conferir os dados com as autoridades sobre as tradições irlandesas, foi-lhe dito que não havia nenhuma lenda de vampiro em Reginald's Tower. Como explicação final, Summers sugeriu que o relato de Dudley era uma versão confusa de uma história sobre a conquista anglo-saxônica de Waterford, após a qual um sapo (que não é nativo da Irlanda) foi encontrado e enterrado em Reginald's Tower.

Em 1925, R. S. Breene relatou outra história irlandesa acerca de um padre que tinha morrido e fora enterrado de forma correta. Após retornarem do cemitério, os pranteadores se encontraram com um padre, na estrada. e ficaram perturbados ao descobrir que se tratava da pessoa que tinham acabado de enterrar. A única diferença é que este tinha rosto pálido, olhos brilhantes e esbugalhados e dentes brancos bem pronunciados. Dirigiram-se imediatamente à fazenda da mãe do padre. Encontraram-na deitada no chão. Parece que logo após o enterro ela ouviu alguém batendo na porta. Ao olhar para fora, viu seu filho. Notou a face pálida e os dentes pronunciados. O medo se apossou dela e, em vez de deixá-lo entrar, desmaiou.

O VAMPIRO LITERÁRIO: A Irlanda foi o berço de dois dos mais famosos. autores de obras sobre vampiros, Skeridan Le Fanu, que escreveu o conto "Carmilla", e Bram Stoker, autor de Drácula. Le Panu se inspirou em sua terra natal para sua primeira história, mas ambos os autores tinham se transferido para a Inglaterra quando escreveram suas histórias mais famosas, ambientadas na Europa continental.

O vampiro apareceu raramente na literatura irlandesa. Uma aparição que conquistou relativa fama ocorreu na obra de James Joyce, Ulisses (1922), que utiliza a fantasia do vampiro, logo no inicio do romance, quando Stephen, o personagem principal, fala da lua beijando o mar:

"Ela, a lua, vem, pálido vampiro, olhos tempestuosos, velas de morcego sangrando o mar, boca a boca."

O autor faz, mais adiante referência à "... potência do vampiro, boca a boca". Joyce injetou o vampiro em suas complexas reflexões da divindade, criatividade e sexualidade. Em outra referência, Stephen fala do envolvimento do vampiro com mulheres chiques. Finalmente, Stephen identifica Deus como "Negra pantera vampira". Joyee parecia estar se concentrando numa imagem do Pai criador como um vampiro que atacava suas vítimas - mulheres virgens. A inserção da virgem ajudou Joyce a expressar a opinião de que a criação era também um processo inerentemente destrutivo. Em todo caso, diversas e breves referências ao vampiro proporcionaram aos críticos literários de Joyce elementos para um acirrado debate.

A tradição das crenças irlandesas sobre o vampiro é celebrada hoje na obra da The Bram Stoker Society e um grupo associado, The Bram Stoker Club. A sociedade tenta promover o status dos trabalhos de Stoker, especialmente Drácula, e chamar a atenção para a literatura gótica irlandesa em geral. A entidade patrocina cursos de verão anuais.

sábado, 5 de abril de 2008

A Lenda Pelo Mundo: Babilônia

Os escritos da antiga Mesopotâmia (as terras entre os vales dos rios Tigre e Eufrates, hoje Iraque) foram descobertos e traduzidos durante o século XIX. Indicavam o desenvolvimento de uma mitologia elaborada e um universo habitado por um legião de divindades de maior ou menor expressão. Desse vasto panteão dedicado aos deuses, o equivalente mais próximo do vampiro na antiga Mesopotâmia foram os sete espíritos malignos descritos num poema citado por R. Campbell Thompson, que começa com a linha, "Sete eles são! Sete eles são!".

· Espíritos que diminuem o céu e a terra,

Que diminuem a terra

Espíritos que diminuem a terra,

Com força gigantesca,

Com força gigantesca e gigantesco pisar

Demônios (como touros bravos, grandes fantasmas),

Fantasmas que invadem todas as casas,

Demônios que não têm vergonha,

Sete eles são!

Sem nenhum cuidado, pulverizam a terra como milho;

Sem perdão, investem contra a humanidade,

Vertem seu sangue como a chuva,

Devorando sua carne (e) sugando suas veias.

São demônios repletos de violência, devorando sangue sem cessar.

Montague Summers sugeriu que os vampiros tivessem um lugar proeminente na mitologia da Mesopotâmia, além das crenças nos sete espíritos. Mencionou, em particular, o ekimmu, o espírito de uma pessoa não-sepultada. Baseou seu caso no exame da literatura concernente ao Netherworld (Mundo Inferior), a casa dos mortos. O Netherworld era retratado como um local um tanto lúgubre. Todavia, a vida de um indivíduo poderia ser melhorada consideravelmente se ao fim de sua existência terrena recebesse um sepultamento adequado e simples que incluísse o cuidado afetuoso com o cadáver. Ao final da lâmina 12 do famoso épico Gilgamesh (ou Gilgamish), havia uma relação dos vários graus de conforto para os mortos. Terminava com várias parelhas de versos relativos ao estado da pessoa que morreu só e sem sepultamento, que Summers citou como sendo:

· O homem cujo corpo jaz no deserto -

Vós e eu já vimos um assim -

Seu espírito não jaz na terra;

seu espírito não tem alguém que dele cuide -

Vós e eu já vimos um assim

Os sedimentos da vasilha - as sobras do festim,

e o que é jogado na rua é o seu alimento.

O verso-chave nessa passagem é "Seu espírito não jaz na terra", que Summers interpretou dizendo que os espíritos dos que morreram sós (isto é, ekimmu) não poderiam entrar para o Netherworld e assim eram condenados a vagar pela Terra. Ligou, então, essa passagem a outras relativa são exorcismo de fantasmas e citou em detalhe vários textos que enumeravam os diversos fantasmas que tinhas sido vistos. Todavia, os fantasmas eram variados, como diz um dos textos:

· O espírito maligno, o demônio maligno, o fantasma maligno, o demônio maligno

Da Terra vieram eles;

Do submundo ao mundo dos vivos vieram eles;

No céu são desconhecidos

Na Terra são incompreendidos

Não ficam em pé e não se sentam,

Não comem nem bebem.

Parece que Summers confundiu a questão dos que retornam após a morte e que poderiam se tornar em vampiros com os fantasmas de mortos que simplesmente voltariam para assombrar o mundo dos vivos. Os fantasmas eram simplesmente incorpóreos - não comiam nem bebiam -, ao passo que os mortos do submundo tinham uma forma de existência corporal e se deleitavam com alguns prazeres. A fonte dessa confusão foi a tradução inadequada das últimas partes do épico Gilgamish. O verso "O espírito não jaz na terra" foi originalmente traduzido de maneira a deixar aberta a possibilidade de os mortos vagarem pelo mundo dos vivos. Todavia, traduções mais recentes e uma pesquisa no contexto dos dois últimos versos do épico Gilgamish deixam claro que os mortos que morreram no deserto sem cuidados (o ekimmu) vagaram sem descanso não na Terra, mas através de Netherworld. A tradução de David Ferry, por exemplo, proporcionou a seguinte interpretação.

· E ele, cujo o cadáver foi atirado sem sepultura?

Ele vaga sem descanso pelo mundo lá embaixo

Aquele que vai para o Netherworld sem

deixar para trás quem possa velar por ele?

Lixo é o que ele come no Netherworld.

Nenhum cachorro comeria o que ele precisa comer.

Portanto, emborca a idéia de vampiros existisse de fato na Mesopotâmia, não era tão óbvia quanto nos indica Summers. Todavia, Summers não deve ser castigado em demasia pelo seu erro, porque mesmo o eminente estudiosa E.A.Wallis Budge cometeu erro semelhante em seu breve comentário sobra a lâmina 12, em 1920: "Os últimos versos da lâmina parecem dizer que o espírito do homem não-enterrado repousa igualmente na Terra e que o espírito do homem sem amigos vaga pelas ruas comendo restos de comida, despejadas das panelas.". Todavia, nem Budge nem E.Campbell Thompson, que Summers cita diretamente, cometeram o erro de empurrar os textos na direção da interpretação de vampirismo.

sexta-feira, 4 de abril de 2008

A Lenda Pelo Mundo: AMÉRICA

A América do Sul não tem sido uma área rica em tradição vampírica, entretanto o fato de morcegos vampiros serem nativos do continente sugerem que algum reconhecimento de vampirismo teria aparecido no folclore do continente - como é o caso.

· O ASEMA : Entre os vampiros da América do Sul, por exemplo, está o asema, do Suriname. O asema, muito parecido com o loogaroo do Haiti e o sukuyan de Trindad - todos derivados da bruxa/vampira da África ocidental. O asema tomava a forma de um velho ou velha que levava uma vida comunitária normal durante o dia, mas uma existência secreta bem diferente após o escurecer. À noite, tinha a habilidade de se transformar num vampiro e fazia isso removendo a pele se transformando numa bola de luz azul. Nessa forma, dizia-se que o asema voava pelas redondezas, entrava nas casas das vilas e sugava o sangue de suas vítimas. Se gostasse do sangue continuaria sugando até que a pessoa morresse. Também como no caso do loogaroo, alho era a melhor forma de proteção contra o asema. Ervas poderiam ser ingeridas para deixar o sangue azedo a fim de que o asema não o sugasse, uma prática adotada tanto no Haiti quanto na África. Proteção adicional era assegurada espalhando-se arroz ou semente de gergelim na porta. As sementes deveriam ser misturadas com garras de uma coruja.

O asema precisava apanhar as sementes antes de entrar mas as sementes caíam continuamente por causa das garras. Se continuasse nessa tarefa até o amanhecer, a luz do sol o mataria.

Os que eram suspeitos de ser um asema eram colocados em observação. Sua identidade podia ser determinada observando-os retirar sua pele. A pele então era tratada com sal e pimenta para que encolhesse e o vampiro, assim, não pudesse mais entrar nela.

O LOBISOMEM: Relatos dos lobisomens no Brasil têm sobrevivido e são descritos como um ser pequeno, corcunda, troncudo e parecido com um macaco. Apresentam um rosto amarelo, lábios sem cor, dentes pretos, uma barba estufada e pés cobertos de pêlos. Atacavam mulheres, tornando-as ninfomaníacas. Eram vulneráveis quando bêbados de sangue, facilitando assim sua captura. Poderiam então ser crucificados numa árvore. os lobisomens não eram vampiros. Eram criados através de bruxaria ou como resultado de uma incestuosa. Sua natureza se manifestava na puberdade quando saía de casa, pela primeira vez, assumindo a forma de vários animais. De tempos em tempos, geralmente terça ou quinta-feira, assumia uma forma animal. Em sua forma humana podia ser identificado por uma mancha amarela na pele e bolhas nas mãos, resultado de ter corrido pela mata. A condição de lobisomem poderia ser interrompida apenas se fosse cortado com aço. A pessoa deveria ter cuidado para não tocar no sangue do lobisomem, pois isso seria fatal. O fato de se transformar em diversos animais ligava o lobisomem à bruxa portuguesa, uma entidade vampírica da mitologia de Portugal.

O VAMPIRO CINEMATOGRÁFICO: O vampiro apareceu periodicamente nos filmes na América do Sul, principalmente na Argentina e no Brasil. O primeiro filme de vampiro sul-americano foi El Vampiro Negro (1953) dirigido por Roman Vinoly. Estava baseado no fato verídico de Peter Kürten, o vampiro de Düsseldorf. Passaram-se duas décadas antes da produção do segundo filme, El Vampiro Archecha, uma produção argentino-mexicana. O segundo filme se notabilizou pela inclusão de German Robles no elenco.

O Brasil produziu seu primeiro filme de vampiro em 1969/70. O filme, Um sonho de Vampiros, era uma comédia sobre um médico que precisava escolher entre a morte e o vampirismo. Outros filmes lançados na época incluem O Macabro Dr. Scivavano(1971), Quem tem Medo de Lobisomem?(1974) e A Deusa de Mármore - Escrava do Diabo(1978). Quem tem Medo de Lobisomem tem sido listado na filmografia por causa da confusão de que o lobisomem fosse um vampiro. Desde então, somente um filme brasileiro foi anotado: As Sete Vampiras(1986).

quinta-feira, 3 de abril de 2008

A Lenda Pelo Mundo: ÁFRICA

Os povos da África, a despeito de sua mitologia, não são conhecidos pela sua crença em vampiros. Montague Summers, em sua pesquisa sobre o vampirismo em todo o mundo, nos anos 20, pôde encontrar somente dois exemplos: o asasabonsam e o obayifo. Desde Summers, muito pouco se tem feito para investigar o vampirismo nas crenças africanas.

O obayifo, desconhecido de Summers, era na realidade o nome Ashanti para um vampiro do Oeste africano que reapareceu sob nomes diferentes na mitologia da maioria das tribos vizinhas. Por exemplo, entre os dahomeanos, o vampiro era conhecido como o asiman. O abayifo era um bruxo que morava incógnito na comunidade. O processo para se tornar um bruxo era uma tendência adquirida - não havia laços genéticos. Portanto, não havia meios para determinar quem seria um bruxo. Secretamente, o bruxo era capaz de deixar seu corpo e viajar à noite como uma reluzente bola de luz. Os bruxos atacavam as pessoas - e sugavam seu sangue. Tinham também a habilidade de sugar o suco de frutas e legumes.

O asasabonsam era uma espécie de monstro vampírico encontrado no folclore dos povos ashanti de Ghana, na África ocidental. Na breve descrição fornecida por Sutherland Rattray, o asasabonsam tinha aparência humanóide e dentes de ferro. Morava nas profundezas da floresta e raramente era encontrado. Ficava no topo da árvores e balançava suas pernas, usando seus pés em forma de gancho para capturar pessoas desprevenidas que passassem por perto.

Trabalhando entre tribos do Rio Níger, na área do delta, Arthur Glyn Leonard constatou que os bruxos saíam de suas casas à noite para se reunir com demônios e para tramar a morte dos vizinhos. A morte se dava ao "sugar gradativamente o sangue das vítimas através de um meio invisível e sobrenatural, cujo efeito era imperceptível aos outros". Entre os ibo, acreditava-se que o processo de sugar o sangue era feito de uma maneira tão habilidosa, que a vítima sentia dor mas era incapaz de perceber sua causa física, mesmo sabendo que no final o resultado seria fatal. Leonard acreditava que a bruxaria era, na realidade, um sistema muito sofisticado de envenenamento (como o era na Europa Medieval, uma certa dosagem de magia).

P. Amaury Talbot, trabalhando entre as tribos da Nigéria, descobriu que a bruxaria era uma influência permeável e que a força mais temível atribuída aos bruxos era a de "sugar o coração" das vítimas sem que estas soubessem o que estava acontecendo. O bruxo podia sentar no telhado, à noite, e realizar sucção através de forças mágicas. Uma pessoa que estivesse morrendo de tuberculose era tida muitas vezes como sendo vítima dessa bruxaria.

Entre os povos Yakö, da Nigéria, Daryll Forde descobriu a crença de que bruxos desencarnados atacavam as pessoas enquanto elas dormiam à noite. Podiam sugar seu sangue, e úlceras, acreditava-se, eram um sinal do ataque. Podiam operar como um incubus/succubus e sufocar as pessoas deitando em cima delas.

A questão de bruxaria era invocada por qualquer pessoa que estivesse em condição de sofrimento, e qualquer pessoa acusada era tratada severamente por meio de julgamentos das privações. Geralmente as mulheres estéreis ou na fase da pós-menopausa estavam mais sujeitas às acusações. Não era incomum sentenciar à morte pelo fogo uma bruxa declarada culpada. Melville Herskovits e sua mulher Frances Herskovits conseguiram relacionar um bruxo/vampiro, cuja existência foi reconhecida pela maioria das tribos africanas ocidentais, às figuras vampíricas encontradas no Caribe, o loogaroo do Haiti, o asema do Suriname e o sukuyan de Trindad. Esses três vampiros são virtualmente idênticos, embora fossem encontrados em colônias inglesas, holandesas e francesas. A crença nos vampiros parece ser um exemplo óbvio de uma aceitação comum levada da África pelos escravos que persistiu a por décadas de escravidão até o presente.

Mais recentemente, John L. Vellutini, editor do Journal of Vampirology, aceitou o desafio de investigar toda a questão do vampirismo na África. Os resultados de suas descobertas estão resumidos em dois longos artigos. Como no caso dos pesquisadores anteriores, Vellutini encontrou escasso material sobre o vampirismo no continente africano. Todavia, argumentou que, sob a superfície das crenças africanas sobre bruxaria, muito material análogo ao da Europa oriental ou ao do vampiro eslavo poderia ser encontrado. As bruxas eram vistas como figuras poderosas na cultura africana, com inúmeros poderes, inclusive a habilidade de se transformar em uma variedade de formas animais. Usando seus poderes, dedicavam-se ao ato de canibalismo, necrofagia (isto é, alimentar-se de cadáveres) e vampirismo. Essas ações constituíam atos de vampirismo psíquico, mais do que perniciosidade física. Thomas Winterbottom, por exemplo, trabalhando em Serra Leoa, em 1960, assinalou:

"Uma pessoa assassinada pela bruxaria deve morrer dos efeitos de um veneno administrado secretamente ou pela infusão desse veneno no seu sistema pela bruxa; ou, então, esta última deve assumir a forma de algum animal, como um gato ou um rato, o qual durante a noite, suga o sangue por uma ferida pequena e imperceptível, através da qual uma doença prolongada e a morte serão produzidas."

Com resultados similares, o abayfo, uma bruxa ashanti, suga o sangue das crianças enquanto voa em seu corpo espiritual, durante a noite. Entre os povos Ga, M. J. Field descobriu que as bruxas se reuniam em volta de um baisea, uma espécie de pote, que continha sangue de suas vítimas - embora qualquer pessoa que olhasse para dentro do pote pudesse ver apenas água. Aliás, acreditava-se que o líquido continha a vitalidade de suas vítimas.

Quando uma pessoa era acusada de bruxaria, ele ou ela eram colocados em privação para determinar a culpa, e se fossem declarados culpados, eram executados. Os métodos adotados por certas tribos eram estranhamente parecidos com os métodos aplicados a vampiros suspeitos na Europa oriental. Por exemplo, certa tribo iniciava a execução pela extração da língua, que era afixada ao queixo com um espinho (evitando, dessa forma, que pragas finais fosse endereçadas aos executantes). O bruxo ou bruxa eram então mortos a pauladas com uma vara afiada. Em algumas ocasiões, a cabeça era separada do corpo e este queimado ou largado na mata para os predadores.

Associados ainda de maneira mais próxima às práticas da bruxaria européia eram os esforços para verificar se a pessoa morta era uma bruxa. O corpo da bruxa acusada era levantada do chão e examinado, procurando-se sinais de sangue no local da cova, integridade e inchação anormal do corpo. A cova de uma bruxa verdadeira teria um buraco no chão, que ia do corpo até a superfície, para que ela pudesse usar a saída no forma de morcego, rato ou outro pequeno animal. Acreditava-se que a bruxa poderia continuar a operar após sua morte e que o corpo permaneceria como no dia da morte. Ao se destruir o corpo, o espírito não poderia continuar sua atividade de bruxaria.

As bruxas também tinham o poder de ressuscitar os mortos e de capturar os espírito em retirada, que era transformado em fantasma, capaz de atormentar os parentes do falecido. Havia também uma crença bastante difundida na África ocidental o isithfuntela (conhecido por nomes diferentes por diversos povos), isto é, o corpo desenterrado de uma pessoa escravisada pelas bruxas para realizar as suas vontades. Dizia-se que a bruxa cortava a língua da pessoa e enfiava um pino através do cérebro da criatura para que se parecesse com um corpo reavivado. Esse isithfuntela, da mesma forma, atacava as pessoas pelo hipnotismo e enfiavam um pino em suas cabeças.

Velluti concluiu que os africanos compartilhavam a crença com os europeus sobre a existência de uma classe de pessoas que podiam desafiar a morte e exercer uma influência maligna a partir do túmulo. Como os vampiros europeus, os vampiros africanos eram muitas vezes pessoas que morreram desafiando as normas da comunidade ou pelo suicídio. Ao contrário dos vampiros literários, os vampiros africanos eram tão-somente pessoas comuns, como os vampiros da Europa oriental.

Velluti especulou que as crenças africanas nas bruxas e na bruxaria talvez tenham se espalhado pelo resto do mundo, embora os antropólogos e os etnólogos não tenham encontrado essas crenças senão no século XIX. Embora perfeitamente possível, pesquisas adicionais e comparações com as provas para teorias alternativas, tais como as propostas por Devendra P. Varma para a origem asiática das crenças em vampiros precisavam ser completadas antes que se chegue a um consenso.

quarta-feira, 2 de abril de 2008

Anatomia de um Vampiro:


O Sangue:

Sim! Nós bebemos do sangue dos que ainda respiram e o sangue humano é a substância mais sublime que nós podemos saborear. E também é a única. Ela satisfaz nossa fome, como a fome dos humanos, mas além disso, nos fornece uma incrível sensação de coito, como num ato sexual, só que muito mais poderosa do que isto. Não me lembro de ter tido qualquer ato sexual tão extasiante quanto a pior de minhas refeições. Também não creio que qualquer outro que não de nossa espécie o tenha feito. Precisamos do sangue freqüentemente para nosso sustento. Pode parecer cruel para vocês mortais, e pareceria cruel para mim mesmo se ainda fosse um mortal, só que não podem nos culpar por isso. Somos uma espécie que luta para viver, como qualquer outra. Caçamos nossas presas assim como vocês matam bovinos, suínos e outros animais menos inteligentes para os mesmos fins. E vocês são ainda piores, sem querer ofender, porque matam também por esporte. Caçam animais em extinção para obter partes de seus corpos apenas por dinheiro. Somos seus predadores assim como um tigre é o predador de uma lebre. Mas vocês nunca extinguiriam um tigre por matar uma lebre. Então não podem achar justo querer nos matar porque praticamos o único ato que nos mantém vivos. Mas ainda assim, os que tomam conhecimento de nossa existência, o fazem.

Bestas:

Não somos bestas assassinas como as que você provavelmente viu num daqueles filmes nojentos de terror. Não perambulamos maltrapilhos pelas ruas, rosnando e gemendo, à procura do sangue. Depois da transformação, é sabido que nos afastamos completamente de nossos antigos hábitos porque seria deveras evidente para um familiar ou conhecido nos identificar como um novo ser. A transformação muda muito nossa aparência e nossa necessidade.
Nós temos uma facilidade de conseguir empregos noturnos e bem remunerados, porque existe uma infra-estrutura vampira, alheia aos mortais, que garante o nosso bem estar. Podemos estar entre vocês e mesmo assim nunca saberão que o seu patrão, o diretor de sua escola, aquele vigia noturno ou mesmo o bispo de sua igreja na verdade é um vampiro imortal, que como qualquer outro, dedica parte de sua noite à caça ao sangue.

Em geral somos vaidosos, porque procuramos ocultar ao máximo nossa aparência. A maquiagem é necessária se quisermos ter uma pele mais rosada. As roupas longas também escondem partes de nosso corpo, até mesmo quando num país tropical. E existe um lema entre os vampiros que diz: "Devemos ser fortes, bonitos, e sem arrependimento."

O Interior:

Talvez esta seja a característica mais marcante, infelizmente, na vida de um vampiro: Todos nós temos nossos instintos, mortais e imortais. Homens humanos constantemente sofrem uma ereção do pênis simplesmente ao ver uma fêmea da mesma espécie, ao mesmo tempo que uma mulher perde toda a sua racionalidade ao ser tocada em seus pontos herógenos. Tudo isso para assegurar a propagação da espécie. Da mesma forma, existe um instinto, deveras mais forte, que nos induz a desejar o sangue. É como uma consciência interior, que nos avisa de que o alimento é o sangue, e dele devemos beber. É extremamente difícil de ser controlado, visto que como qualquer instinto, toma conta de nossos pensamentos e anestesia o que chamamos de racionalidade, até que a Fome esteja saciada. A parte mais cruel é que, se estivermos muito famintos, podemos atacar um ente querido, um amigo, alguém que esteja do nosso lado. Podemos até cometer canibalismo contra outros vampiros. Entenda que por mais conscientes que somos, os mortais não passam de ossos de cálcio envoltos por uma carne macia regada ao líquido que nos seduz. Verdadeiros petiscos. Todos vocês são lindos. Da mais carismática criança até o mendigo mais sugismundo, vocês são criaturas lindas para nós.

Desta forma, com esse instinto que ao mesmo tempo assegura nossa sobrevivência nos pondo num estado inconscientemente predatório, também nos põe num estado posterior de remorso e depressão. Imagine você mortal o que seria se acordasse de um transe sonâmbulo e descobrisse que durante o sono matou toda a sua família? Tente imaginar a situação. Como se sentiria? Ao mesmo tempo que o vampirismo é uma glória que nos torna seres híbridos, também é uma maldição que nos condena ao sofrimento eterno.

Imortalidade:

Nem todos possuem a energia para a imortalidade. Nem todo o vampiro consegue viver para sempre como um assassino. Se já leu ou viu Interview With The Vampire (Entrevista Com O Vampiro), vai entender isso pelos olhos do Vampiro Louis. Muitos de nós somos como ele. E mais ainda. Assim como não podemos viver sem sangue, não podemos viver muito tempo sem um companheiro vampiro. O instinto interior que nos acompanha desde a Transformação nos faz nos apaixonarmos com muita facilidade. E logo encontremos alguém com quem desejamos estar para sempre, alguém que não queremos ver ser tragado pelo tempo, pela velhice, e pela morte, tornamo-lo um como nós.

Não podemos viver entre os mortais. Não podemos nos aproximar muito daqueles que têm o privilégio de envelhecer. De morrer. De nascer de novo para uma nova vida. Imagine você se fosse um de nós. Um imortal. Alguém para quem o tempo nada significa além de algo que passa, leva o que era velho e traz o novo para mais perto. E você fica. Intacto. Você provavelmente, em alguma ocasião, irá se apaixonar por alguém. Entenda que nossa paixão não significa a união de dois seres como num casamento. Não representa sexo. Pode ser alguém que se tornou seu melhor amigo. Uma senhora que lembra sua mãe em vida. Um velho sábio. Alguém que nasceu com um dom que te encanta, ou mesmo uma musa, uma mulher, que consideras como sendo sua alma gêmea. Você deixaria essa pessoa viva? Deixaria que o tempo a levasse, que esculpisse rugas em seu corpo e enfraquecesse sua vitalidade até que numa iminente ocasião, não seja mais nada além de pó? Deixaria que a imortalidade o privasse de ficar com essa pessoa para sempre? Eu duvido muito. Não conheço muitas exceções. Certamente presentearia o teu amor com o Dom Negro. Com O Presente Das Trevas. Com A Maldição. E assim, consuma-se a transformação. Agora você, como a maioria de nós, tem alguém a quem amar. A quem dividir sua eternidade. Isso às vezes alivia a dor de nunca morrer.

Destruição:

Somos praticamente imortais. O tempo não nos afeta. A velhice não nos alcança. Uma espada pode nos decapitar, ou até nos cortar ao meio, mais o lado em que ficou o coração cresce novamente. Um tiro pode nos perfurar ao meio, e isso dói tanto quanto em vocês, mas a bala é expelida e a regeneração não demora mais que alguns segundos. Um .38, por exemplo, cicatriza em menos de 10 segundos, enquanto um .457 leva um pouco mais de tempo. Mas isto é relativamente irrelevante. Podemos cair de uma aeronave, e ter nossos corpos esmagados e os membros separados pelo impacto, e isso seria horrivelmente doloroso, mas nosso corpo levaria poucos minutos para se reformar novamente, igual a como estava antes da fatalidade. As chamas de uma vela ou de uma superfície muito quente nos queimariam como à vocês, mas nos regeneraríamos quase que instantaneamente, na mesma velocidade em que somos queimados.

Pelo que sei e acredito, só existem duas coisas que podem destruir um vampiro. Uma fogueira extrema, como a de uma fornalha ou de um crematório, ou uma pira de execução. Consumiria-nos depressa demais para conseguirmos nos regenerar. Seria uma luta exaustiva. O imortal tentando refazer seu corpo, e o fogo o consumindo de fora para dentro, em velocidade superior. Isso seria realmente terrível. E a outra forma, é a mais aterrorizante que conheço. O Sol. Ninguém ainda descobriu que energia existe em seu vento solar, inofensiva aos vivos, que tanto nos afeta. Alguns poucos segundos expostos à sua luz celestial e cada célula de nosso cadavérico corpo entra em combustão espontânea, e morremos em menos de um minuto, como se fossemos atirado à mais quente fornalha.

Quando um vampiro é destruído, sobra apenas o que seria de seu corpo se não fosse conservado pela vampirização. Um vampiro criado à 24 horas se tornaria um cadáver normal. Um de 24 anos seria apenas um esqueleto enquanto aquele de 24 séculos, imagino eu, não seria nada além de pó.

O Refúgio dos Imortais:

É evidente que nós nos escondemos muito bem de vocês. Ou você poderia acreditar no que eu estou dizendo, e nossas pós-vidas se tornariam um inferno ainda maior do que já é. Sim. Nós somos mais fortes fisicamente e sobrenaturalmente. Também somos mais inteligentes, visto que a inteligência só tende a aumentar com o passar das eras. E também a maturidade. Assim como muitos, posso matar um mortal apenas com um olhar, e faço uso disso quando desejo me alimentar, ou mesmo me livrar de uma testemunha. Mas vocês são muito perigosos para nós, em vista de sua maioridade numérica. Existem certa de dez mil mortais humanos para cada membro de nossa classe. Se o conhecimento de predadores humanos chegasse aos ouvidos das autoridades, ou mesmo de fanáticos religiosos, como aconteceu há alguns séculos atrás na Santa Inquisição, nossa espécie entraria em extinção. Por esse motivo, nós temos muitas precauções quanto a vocês.

Por um acaso já viu um cadáver? Depois de algumas horas, ele se torna pálido, devido à parada da corrente sanguínea. Seu corpo, a pesar de duro, fica muito elástico, por causa da inércia dos músculos. As veias e artérias se tornam evidentemente azuladas, devido ao ressecamento do sangue. Todas essas características também se adequam a nós. Se nos visse nus, sem absolutamente nada ocultando nossa mórbida aparência, indubitavelmente que perceberia como somos diferentes. É por isso que nos preocupamos muito em tomar certas providências.

Aparência:

Existe no mercado de cosméticos, colorações de pele praticamente perfeitas, muito mais eficientes do que o pó de arroz muito usado na idade média. Uma infinidade de produtos que fixam-se facilmente à pele e escondem nossas veias. Procuramos não abusar muito, porque por mais perfeita que seja a maquiagem, um exagero poderia levantar suspeitas. Uma tintura branca, usada para pessoas que sofrem de descoloração da epiderme (vitiligo), já é bastante suficiente. É. A nossa pele ainda assim permanece pálida. Mas isso também é comum entre os mortais.

Procuramos usar roupas compridas. Mesmo com nossos corpos praticamente mortos, as unhas e os cabelos não param de crescer, e por isso, aqueles que proveram de humanos machos, ainda permanecem com pelos nos membros e no tórax. Nessas regiões, é difícil usar maquiagem sem que a mesma se fixe também no pelo. Por isso, temos que cobrir a maior parte do corpo. Dos que proveram de humanos fêmeas, costuma-se depilar todo o corpo e não existe tal necessidade. Como não transpiramos, isto não significa problema algum para nós.

A noite também é uma grande aliada. Sabemos que os mortais têm uma certa deficiência visual quando em ambientes de baixa iluminação.

Apenas procuramos caminhar pelo lado escuro da rua. A cabeça baixa também ajuda.

Sarcófagos:

Quando o sol se encontra acima de nossas cabeças, ninguém nunca pode explicar por que, atingimos um estado de incontrolável sonolência. É extremamente difícil nos movermos durante o dia ou a tarde, e por isso, temos que ter bastante cuidado ao escolhermos um lugar para dormir. É preferível um porão. Um lugar embaixo da terra, onde não exista risco de que num acidente qualquer os raios do sol venham a penetrar no aposento. Alguns apenas cobrem suas janelas com algo que impeça a passagem da luz. Os mais antigos ainda dormem em caixões, ataúdes, ou sarcófagos. Os mais jovens já não se separam do confortável espaço de uma cama. De uma forma ou de outra, o importante é que, de maneira alguma, o vento solar toque nossa pele, que provavelmente entraria em combustão espontânea.

Com o passar do tempo, um vampiro aprende que NUNCA, JAMAIS, SE DEVE CONFIAR EM NINGUÉM. Nem mesmo em seu melhor amigo. Ninguém pode saber onde um vampiro passa seus dias. Os que sabem, como vizinhos e pessoas que o vêem entrar em sua casa, não devem o conhecer. Nunca nos aproximamos de nossos vizinhos porque costumam ser bastante curiosos. Deve haver apenas uma única cópia da chave do refúgio, e ela deve ficar com seu dono, porque é a única garantia de que tudo estará lá quando necessário. E sua segurança deve ser extrema. Trancas poderosas provam-se úteis nos momentos mais inesperados. E muito comum também, é o uso de trancas inteligentes, como as antigas alavancas de estante ou as modernas trancas de senha, que apenas o proprietário sabe como abrir.

Sociedade:

Como os mortais, precisamos interagir com o mundo. Temos que sair todos os dias para trabalhar, nos alimentar, nos divertir. Em fim. Durante grande parte de nossa pós-vida, entramos em contato com mortais. É o seu empregado, advogado, contador, professor, colegas de bar, além daqueles que você nem mesmo conhece, mas é obrigado a dialogar como caixas, vendedores, oficiais, etc... E para isso, a parte mais difícil de nossa Máscara, há uma grande sociedade que provê uma infra-estrutura que garante o nosso lugar na sociedade de vocês.

Grande parte de nós, os mais velhos principalmente, conseguimos juntar uma considerável soma em dinheiro desde os tempos mais antigos. Esse dinheiro está hoje sendo investido em todas as bolsas de valores do mundo, e assim garante o sustento de um grupo seleto de imortais no qual eu também me incluo. Algumas vezes, precisamos entra em torpor. Dormir durante décadas ou até séculos. Por esse motivo, costumamos usar as imortais contas da Suíça, criadas especialmente para nós, que não podemos nos identificar, pois mudamos de identidade de tempos em tempos. Outros preferem roubar daqueles que se alimentam. Eu faço isso geralmente para confundir as autoridades e fazer com que pensem

que a vítima foi assaltada. E isso somente quando mato, porque não se deve matar toda a vez em que se alimenta. Mas certamente, o dinheiro que eu recolho dos corpos de minhas refeições não pagam nem a minha conta de telefone.

Mas também existem aqueles que trabalham, e outros, como eu, que freqüentam uma faculdade, um curso, ou uma escola. Para nós, é fácil conseguir empregos noturnos. Se desejamos cursar algo e não existem cursos disponíveis em horário noturno, fazemos com que sejam. Temos a proteção dos poderes Político, Legislativo e Judiciário porque de certa forma, dominamos o mundo e controlamos toda a política mundial. A ONU, por exemplo, foi fundada por um de nós. E alguns países que não desejo mencionar, têm vampiros sentados na cadeira da presidência. Não leves isso como uma ofensa, mas os humanos não têm a competência para comandar. São deveras irresponsáveis e estão sempre criando problemas. Por isso tomamos esta responsabilidade de vocês.

Sexo:

O sexo vampírico é particularmente curioso e achei interessante relatá-lo. Para nos reproduzirmos, nossos instintos mandam que bebamos o sangue do "parceiro" e que da mesma forma ele beba nosso sangue. Somos assexuados (não possuímos sexo) portanto o sexo da pessoa em questão não importa. Escolher entre macho ou fêmea para nós é como para vocês é escolher entre comer peixe ou frango. O nosso êxtase em parte vem pelo fato de que estamos bebendo o sangue de quem gostamos muito. O êxtase do "parceiro" depende do feromônio (partículas que produzem cheiros e gostos característicos afetando a função cerebral) presente em nosso sangue. Saliento o fato de que nosso parceiro é ao mesmo tempo nosso filho, ou neófito como é mais popular entre nós. Da mesma forma, depois da metamorfose, continuamos a praticar relações sexuais que se baseiam praticamente em um beber o sangue do outro, e vice-versa. Os órgãos sexuais humanos são inúteis para a reprodução ou prazer.

Também praticamos sexo com outros vampiros que não sejam nossos neófitos. Isso porque os feromônios do sangue são como impressões digitais, distintas à cada vampiro, e faz com que um vampiro seja diferente do outro em termos sexuais. Os pontos herógenos humanos as vezes se mantém, e caso a penetração seja sugerida, é aconselhável que nesse caso os vampiros sejam de sexo oposto, embora alguns vampiros menos ortodoxos fogem à essa regra.

O sexo entre dois vampiros pode se tornar perigoso as vezes e é praticado bem menos freqüentemente. Deve-se pensar duas vezes antes de proceder com a troca de sangue. Isso porque os feromônios foram biologicamente evoluídos para provocar vício de quem bebe em quem sede o sangue. É importante que o neófito se sinta atraído pelo mestre, pois será perto dele que aprenderá tudo que deve aprender como um vampiro. E se alguém bebe muito o sangue de outro, também se vicia nele, como se fosse seu neófito. É quase como o amor dos humanos, porém mais forte. Se o sangue for trocado muitas vezes, ambos se tornarão ligados por algo que denominamos "Laço de Sangue". É como se a vida do outro se tornasse mais importante que a sua própria. As vezes, um vampiro obriga outro a beber seu sangue três ou quatro vezes para produzir escravos ou subordinados fiéis.

O sexo entre um vampiro e um humano também é possível. Os órgãos sexuais dos vampiros, mesmo que desinteressantes, são totalmente operantes. A ejaculação existe, porém é sangue puro e sangue vampiro, e poderia assustar um humano desavisado. Um humano pode até mesmo beber o sangue do vampiro, mas sem que o sangue do humano seja extraído posteriormente, não ocorre transformações. Porém, o sangue é energético e provoca algumas transformações dependendo dos hormônios que estão correndo no sangue do vampiro. O humano, mesmo que não tenha sido transformado, também se torna viciado no sangue do vampiro e depois de três ou quatro dozes irá querer mais. Isto é muito vantajoso para conseguirmos nossos servos para tomar conta de nós e/ou de nossos negócios durante o dia.

Anatomia:

Muitos de nossa espécie ainda enfatizam os termos antigos usados na era da superstição como "Luz Celestial" para o Sol, "Presente das Trevas" para a nossa condição, ou "Mortos-Vivos" para o que somos. Eu mesmo me confundo às vezes, afinal, é difícil abandonar os velhos hábitos. Mas estamos na era da ciência moderna, dos antídotos vendidos em farmácias que curam em instantes, e tomamos emprestado até o poder de Deus na criação da vida, com a engenharia genética. Não podemos nos apegar à antigas interpretações do que somos e como somos. Devemos evoluir, e é essa uma das maiores dificuldades para seres com a vida média indefinidamente grande.

Não sou médico nem cientista. Trabalhei de tudo nesta vida mas nunca na área da ciência moderna. Sou apenas um curioso e costumo ler muito, por isso posso prover-lhes com informações não tão técnicas ou exatas porém altamente esclarecedoras.

Primeiramente não estamos mortos. Mostos são inanimados e apodrecem. Nós pelo contrário, somos na Terra os seres mais vivos que existem. Isto se dá pela metamorfose que sofremos na transformação. As hemoglobinas que vivem em nosso sangue são ao mesmo tempo um tipo de espermatozóide. Também possuem uma grande quantidade de feromônios sexuais. Isto atrai a presa humana assim como um inseto é atraído para uma planta carnívora, fazendo com que mesmo em estado de semi-inconsciência, o humano beba do sangue instintivamente. Além das funções básicas de glóbulos vermelhos, também funcionam como agentes reprodutores e possuem um sistema que injeta o DNA vampiro em outras hemoglobinas humanas ou semelhantes à humana. Uma vez injetado o DNA, há uma superposição da maioria dos caracteres humanos. Isto faz com que as características genéticas de nascimento se mantenham, porém, os tecidos e hormônios evoluam tornando humanos normais em o que somos. Mas há um porém. Quando as novas hemoglobinas são criadas, ainda são muito poucas, e se tornando estranhas ao organismo, são facilmente abatidas pela ação das hemácias. Por isso, é necessário que a maior parte do sangue seja sugado, antes que o sangue vampírico seja introduzido.

Uma vez retirada a quantidade correta de sangue, e introduzido por via oral ou intra-venosa o novo sangue vampírico, o DNA é injetado em todas as hemoglobinas em ordem de 1:1. Salvo as hemoglobinas aniquiladas pelas hemácias, as outras atingirão diretamente a medula óssea e a mesma sofrerá distorções genéticas em poucas horas. No final do processo de contaminação, a medula estará produzindo incansavelmente um hormônio cujo nome é eu chamo de gênesis. A gênesis é responsável por todo o processo de metamorfose. Primeiramente, excita a produção de adrenalina fazendo com que o coração pulse à cerca de 200 batimentos por minuto. Excita também a produção de dopamina pelo hipotálamo, fazendo com que o humano ganhe quase que instantaneamente uma afeição pelo vampiro. Isto garante um tipo de senso de "maternidade" pelo mestre. E por último, sobrepõe o DNA de todas as células do organismo pelo novo DNA. Em menos de uma hora, todas as células foram efetivamente evoluídas e começarão a exercer nova função no organismo. É como se a função do DNA humano fosse uma doença a ser regenerada pelo organismo agora vampiro, e o ainda humano deverá passar pelo processo de metamorfose por um período de aproximadamente 48 horas. Terminada a produção da gênesis pela medula óssea, a mesma atrofia a cessa de funcionar.

Na metamorfose de humano para vampiro, ou de homo sapiens para homo sapientissimus (ou homo nocturnus em algumas concepções mais antigas), grande parte dos órgãos vitais são atrofiados e cessam de funcionar. Todo o resto será evoluído. As características adquiridas entre o nascimento e a metamorfose são mantidas, como cicatrizes permanentes e membros decepados. Isto se deve porque quando um tecido não regenerável se perde, junto com ele se perderam as instruções genéticas para a reconstrução do mesmo, e isso não pode ser reposto pela metamorfose. Cabelos, unhas e pigmentações irão voltar para a forma que deveriam ser, enquanto a idade, formação muscular, porte físico se manterão como na hora em que houve a metamorfose. O coração se transforma numa extensão do cérebro e ganha neurônios, além de se tornar controlável assim como a respiração e responsável pelos poderes paranormais do vampiro e também pela consciência. O cérebro será excitado em diferentes regiões proporcionando um aumento crescente dos instintos assim como da inteligência e da paranormalidade, e será utilizada cerca de 45% de sua massa e capacidade. Os aparelhos urinário, excretor, reprodutor e respiratório cessarão de funcionar. O mais interessante acontece com o aparelho circulatório.

O sangue agora conterá o dobro de espécies de células que o sangue humano. Será possível controlar para que parte do corpo o sangue irá correr, através de válvulas que se desenvolverão em lugares estratégicos. O coração e as válvulas serão involuntárias, mas podem se tornar voluntárias pelo desejo do vampiro. Todos os tecidos desenvolverão ou evoluirão o sistema reprodutor, possibilitando uma regeneração de 100% do corpo, o que combate a velhice. A velocidade de regeneração também aumentará consideravelmente, proporcionando uma média de três centímetros cúbicos por minuto para a maioria das células. A pele e os neurônios são mais rápidos. Cerca de 1 centímetro cúbico por minuto. Usei tal consideração pois não sei como a velocidade de regeneração é medida cientificamente. Habilidades como a memória eidética, paranormalidade, telepatia e telecinésia serão desenvolvidas com o tempo. O sangue deverá estar sempre em contado com todas as células, e uma vez separado dela, em segundos, as células morrem. Isto explica porque restos de um vampiro como membros decepados e tecidos extraídos se decompõe quase que instantaneamente quando longe do sangue. O coração, agora com neurônios, controla também algumas funções ainda não explicadas. Na verdade o cérebro e o coração são os maiores mistérios para os cientistas vampiros.

A medula atrofiou ao terminar de produzir o gênesis. Isto faz com que o sangue não possa ser produzido pelo corpo. Por isso, deve ser extraído de humanos ou de mamíferos próximos ao homo sapiens. As hemoglobinas ingeridas serão absorvidas pelo próprio estômago, uma vez que os intestinos atrofiaram e posteriormente são integradas ao organismos pela introdução do DNA vampiro. Assim o único tecido não reproduzível de nosso organismo é renovado. Ele também proporciona o pouco oxigênio necessário para a queima de alguns reagentes para a produção de hormônios. Ainda assim, é muito mais do que precisamos. Os outros componentes do sangue são mortos e seu material químico é utilizado para a regeneração. Por isso é necessário um grande consumo de sangue quando em processo regenerativo.

O coração é agora uma extensão do cérebro, e possui algumas fraquezas. Em especial, à celulose. Quando um corpo contendo celulose, mais popularmente a estaca de madeira, transpassa o coração, obviamente sofre danos. Mas por motivos que não podemos explicar, a presença da celulose impede a circulação de sangue. Desta forma, a circulação é impossibilitada, e os tecidos próximos morrem. Nota que madeiras envernizadas dificilmente provocam esse efeito. Sem parte do coração, o vampiro atinge inconsciência e entra em estado de suspensão até que a madeira seja extraída, quando a regeneração volta ao normal. Da mesma forma, uma flecha lançada com muita força que atravesse o coração causa danos ínfimos. Um corpo qualquer que atinja o cérebro causa muitas vezes inconsciência. Porém, a regeneração não é interrompida e o processo dura pouco tempo.

Ainda não sabemos o que, mas algo em nossas células reagem com alguma energia transmitida pelo sol. Acredita-se que seja uma radiação eletromagnética de alta freqüência, pois lâmpadas ultra-violetas provocam o mesmo efeito em muito menor escala. Mas nada ainda foi provado. Lâmpadas ultra-violetas normais apenas aquecem nossa pele. Mas o sol provoca combustão instantânea. Um fogo muito intenso como o de um maçarico também é perigoso, porque destrói mais rápido que podemos nos regenerar, e também nos leva à morte final. Se nossa cabeça é decepada, regenera. Leva tempo mas regenera. Agora se nosso coração é extraído, também podemos morrer em questão de minutos.

terça-feira, 1 de abril de 2008

Definição segundo o GUIA DOS CURIOSOS:

Vampiros:

Há registros desse ser mitológico que datam do final do século XVII, na região que hoje compreende a Romênia, a Hungria e a ex-Iugoslávia. Pessoas de vilas desses lugares, entre 1650 e 1790, diziam ter sido vítimas de ataques noturnos de mortos que saiam das covas para se alimentar de sangue dos vivos.
Em 1732, jornais da Inglaterra publicaram matérias sobre a nova onda que tomava conta da Europa Oriental. Foi então que a palavra vampire foi publicada pela primeira vez. Isso suscitou o interesse de estudo de inúmeros intelectuais sobre o assunto.

A partir do século XVIII, os escritores deram novos poderes aos vampiros. Eles passaram a ter força excepcional e a capacidade de hipnotizar vítimas e se transformar em névoa, lobos e morcegos. Também ficaram imortais e ganharam o poder de rejuvenescer quando bebem sangue, apesar de fraquejarem diante de símbolos religiosos, morrerem se expostos ao Sol e só entrarem numa casa quando convidados.

As lendas:


Há 4 mil anos as pessoas já falavam de mitos que se assemelhavam aos vampiros atuais. As lendas variam, mas têm sempre um ponto em comum: o vampiro é sempre um ser sobrenatural que sobrevive roubando a energia de outros seres vivos.

Enkimmus:

Era a lenda babilônica de mortos não-sepultados que retornavam para assombrar e se alimentar dos vivos. Para detê-los era preciso enterrar os corpos deles.

Kiang-chi:

Lendas com mais de 2 mil anos sobre seres que se alimentavam do sangue dos vivos já existiam na China. Com o tempo eles se tornavam mais poderosos e podiam até voar, mas a aparência deles se tornava menos humana: os corpos ficavam recobertos de pêlos brancos.

Lâmia:

Vinda da Grécia antiga, essa lenda fala sobre as criaturas conhecidas como lâmias, seres meio mulher, meio serpente, que seduziam os homens ao se transformar em belas moças. Depois, sugavam o sangue das vítimas.

Strigoe, bruxas romana:

Na Roma antiga acreditava-se nas strigoes, bruxas noturnas, transformavam-se em corujas e voavam para roubar sangue de bebês. Para protegê-los, as pessoas colocavam espinheiros, temidos pelas bruxas, aos redor dos berços.

Upir:

O upir ou vampir, mito eslavo, era um ser morto que retornava para assustar os vivos e se alimentar de sangue. Foi dessa lenda que surgiu a idéia do contágio, em que uma pessoa atacada por um vampiro se tornaria outro vampiro. Essas criaturas são as que mais lembram os vampiros atuais.

http://guiadoscuriosos.ig.com.br/redirect.php?url=http://www.guiadoscuriosos.com.br/index.php?cat_id=53992

No Ocultismo:

No ocultismo, o vampiro é considerado mais do que um ser fantástico, mas sim uma pessoa dotada da capacidade absorver a energia (prana) de outros seres vivos, principalmente iguais a eles.

O vampiro tradicional absorve sangue, enquanto o vampiro do ocultismo absorve energia viva, pulsante, de qualquer ser que transmite isso.

A tradição ocultista estabelece algumas distinções entre tipos destes vampiros, embora estas não se devam a diferenças de origem, mas de ação, pois todos se abastecem de energia prânica. Podem ser definidos como psíquicos (se abastecem através de um elo mental), astrais (através de sonhos) e sexuais (através do sexo), e também sanguinários, mais parecidos com o mito clássico.

Tradicionalmente, os vampiros surgem depois da morte, mas no ocultismo eles são criaturas vivas, vivendo normalmente e somente às vezes se abastecendo de energia prânica. Este vampiros não temeriam alho, objetos religiosos, o sol, e também não morreriam somente com estacas, prata Parte dessas concepções do mito foi retratada nos livros de Anne Rice

No Cinema:

(Angel - A Série)

Angel, assim como Buffy, é uma série riquíssima em substância. Foi concebida como uma metáfora para redenção e consciência moral, pois o vampiro Angel, depois de ter sua alma restaurada por uma maldição cigana (quando um membro foi assassinado por ele), passou a viver na angústia de seus horrendos atos do passado, buscando todo meio de se redimir, ajudando os indefesos. Primeiro, ele foi á Sunnydale ajudar Buffy Summers em sua caçada (na série Buffy), mas eles se apaixonaram, e ao encontrar a felicidade completa nos braços dela, Angel perdeu a alma novamente (como parte da maldição). Voltou a ser o vampiro inescrupuloso chamado Angelus, enfrentando Buffy até a morte. Porém, Angel conseguiu sua alma de volta, e apesar de quererem tentar, tanto ele quanto Buffy sabiam que o relacionamento nunca daria certo. Angel então deixa Buffy e parte para Los Angeles, em sua própria caçada contra o mal. Começa então a série Angel.

(Blade - Trilogia)

Nesta trilogia, Wesley Snipes interpreta o meio-vampiro Blade, caçador de vampiros que protege a raça humana.(Leia mais em cinema)

RPG Vampiro:

No RPG, Vampiro - A Máscara, os vampiros são criaturas similares aos humanos, que vivem num mundo das trevas, eles são similares aos dos contos comuns. Sua maior diferença é que eles são organizados e possuem d organizações importantes,as duas principais são a Camarilla (organização que visa o convívio entre humanos e vampiros de forma coesistente, os vampiros pertencentes a ela se mantém escondidos da humanidade, apenas vivendo eternamente nas sombras, mantendo seus encontros e leis em reuniões em locais secretos, está organização é situa de maneira monárquica e de um conselho) e o Sabah (Essa organização é menor, mais cada vez mais atraem novos membros, os mais novos, ele não liga pra se esconder ou não da humanidade somente deseja que um vampiro, seja um vampiro, uma criatura demoníacasoníaca que traz o mal e a destruição, os membros do sabah são conhecidos por serem cruéis e anseiam por serem soberanos no mundo). No RPG, o primeiro vampiro foi Cain (o da própria Bíblia, o próprio Cain irmão de Abel), ele foi amaldiçoado por Deus para vagar somente na noite e se exilar da Luz, Lilith depois de um tempo transformou sua maldição num dom, assim o trazendo poderes e outros. Há também os clãs independentes como os do clã Assamita e vampiros orientais que não seguem a nenhuma das duas seitas. Para mais informações consulte os livros: Vampiro - A Mascara, Guia da Camarilla, Guia do Sabah, Os livros dos clãs e Vampiro - A Mascara Idade das Trevas.

Jogos / Video Games:

Bloodrayne: Desenvolvido pela Terminal Reality, a franquia constituída por BloodRayne e Bloodrayne 2, conta a história de Rayne, uma dhampir, meio humana e meio vampira, cuja mãe foi seduzida por um vampiro e mais tarde morta por ele. No primeiro jogo, que se passa na Segunda Guerra Mundial, ela luta contra um grupo místico de nazistas que quer acordar um antigo demônio chamado Beliar. No segundo jogo, Rayne descobre o paradeiro de seu pai vampiro, o Mestre dos Vampiros, Kagan, e precisa fazer a sua vingança, destruindo os servos de seu pai até chegar no próprio Kagan. Há também um filme "Bloodrayne", dirigido por Uwe Boll, mas não é considerado canônico, pois sua história ocorre duzentos anos antes do game.

Vampire the Mascare: Foi um grande sucesso, baseado no jogo de rpg e foi muito aclamado por ser uma historia passada desde a idade média até os dias atuas, com uma boa trama e um ótimo clima, ambientalisa com perfeição o ambiente vampirico.

Legacy of Kain - Soul Reaver:Um clássico de games sobre vampiros, contando a historia de um homem amaldiçoado como vampiro, o jogo faz parte de uma ótima sério que possui continuação em: Legacy of Kain 2 - Blood Omen.

http://pt.wikipedia.org/wiki/Vampiros

Segundo Wikipédia: O que é um Vampiro

O vampiro é um ente mitológico que se alimenta de sangue humano.
Voltaire, escreveu uma longa entrada sobre vampiros no seu Dicionário Filosófico. Dessa obra faz parte a seguinte definição de vampiro:
"Estes vampiros eram corpos que saem das suas campas de noite para sugar o sangue dos vivos, nos seus pescoços ou estômagos, regressando depois aos seus cemitérios. "
O vampiro é um personagem muito comum na literatura de horror e mitológica, existindo tantas versões do seu mito quanto existem usos desse conceito. Alguns pontos em comum são o fato de ele precisar de sangue (preferencialmente humano) para sobreviver, de ser ferido pela luz do
Sol, de se transformar em morcego e de poder ser posto em topor temporario por uma estaca no coração. Os vampiros mais famosos são o Drácula de Bram Stoker, o Lestat de Lioncourt de Anne Rice e Nosferatu. No Brasil, os mais famosos são Zé Vampir (de Mauricio de Sousa), Bento Carneiro o vampiro brasileiro (personificado por Chico Anysio), o Conde Vlad, personagem da da novela Vamp interpretado pelo cômico ator Ney Latorraca e o Bóris Vladescu o vampiro da época medieval (personificado por Tarcísio Meira). Os vampiros têm aparições antiquíssimas na mitologia de muitos países, principalmente dos da Europa, (leste europeu) e os do antigo oriente próximo, na mitologia da Suméria e Mesopotâmia, onde surge como filho de Lilith, se confundindo com Incubus.
Segundo a lenda, os vampiros podem controlar animais daninhos e noturnos, podem desaparecer numa névoa e possuem um poder de sedução muito forte. Formas de combatê-los incluiriam o uso da hóstia consagrada, dos rosários, metais consagrados,
alhos, água benta, etc.
Nas primeiras lendas sobre vampiros eles se transformam em cães ou lobos, na Europa não existem
morcegos hematófagos e essa associação só passou a existir depois da criação de Drácula. Em muitas das lendas antigas eles se transformavam nas noites de lua cheia, o que permite pensar que a lenda do Lobisomem tenha um fundo comum.
Entretanto muitas pessoas falam que alguns desses são invenções e realmente acreditam que eles existem.